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Marcações sucessivas: a posição com um único ponto de terra

Com um só ponto de terra à vista, como um farol, você mede a direção dele duas vezes, com um intervalo de tempo. Levando em conta o caminho que o barco fez entre as duas medidas, as duas linhas se cruzam e dão a posição.

Quando só há um ponto à vista

Para a posição por marcações simultâneas são necessários dois pontos de terra visíveis ao mesmo tempo. Quando só há um, como um farol isolado, a solução é marcá-lo duas vezes, com um intervalo de tempo, e aproveitar o caminho que a embarcação fez entre as duas observações.

O transporte da linha de posição

A primeira linha de posição é transportada para o instante da segunda. A partir de um ponto qualquer dela, traça-se um segmento na direção do rumo e com o comprimento da distância navegada no intervalo. Pela ponta desse segmento passa-se uma paralela à primeira LDP. O cruzamento dessa linha transportada com a segunda LDP é a posição no momento da segunda marcação.

O método também funciona com dois objetos diferentes, quando o primeiro se oculta antes de o segundo aparecer, e com mudança de rumo ou de velocidade no intervalo.

Como normalmente não se considera a corrente entre as marcações, o intervalo não deve passar de 30 minutos. O resultado é aproximado: melhor que a navegação estimada pura e menos preciso que boas linhas de posição simultâneas. Se a corrente for conhecida, ela é aplicada ao deslocamento, como em corrente e abatimento.

Marcação dupla: a regra do 45° e 90°

Há um caso especial que dispensa o transporte. A marcação polar é o ângulo do objeto medido a partir da proa. Se a segunda marcação polar for o dobro da primeira, o triângulo formado tem dois lados iguais, e a distância ao objeto no momento da segunda marcação é igual à distância navegada entre as duas.

As combinações mais usadas são 22,5° e 45°, 30° e 60°, e 45° e 90°. A de 45° e 90° é a preferida na prática: a 90° o objeto está pelo través, isto é, exatamente de lado, e a distância navegada entre as marcações é igual à distância até ele nesse momento. A distância navegada vem da diferença do odômetro ou da velocidade multiplicada pelo tempo.

Para ir além, a série de Traub leva a ideia adiante: uma sequência de marcações polares prefixadas, tomadas a intervalos iguais, em que a distância pelo través é o dobro da distância navegada entre duas marcações consecutivas.

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Perguntas frequentes

Mestre-Amador

Como funciona a marcação dupla?
Você mede o ângulo do objeto em relação à proa duas vezes. Quando o segundo ângulo é o dobro do primeiro, a distância ao objeto é igual à distância navegada entre as duas medidas. As combinações mais usadas são 22,5° e 45°, 30° e 60°, e 45° e 90°.
Por que a marcação de 45° e 90° é tão usada?
Porque a 90° o objeto está pelo través, isto é, exatamente de lado, o que é fácil de perceber. E a distância navegada entre as duas medidas é a própria distância até ele nesse momento.
Qual o intervalo máximo entre as marcações?
Até 30 minutos. Como a corrente normalmente não é considerada no intervalo, um tempo maior acumula erro.
A posição por marcações sucessivas é precisa?
É um processo aproximado. É melhor que só calcular a posição pelo rumo e pela velocidade, e menos preciso que cruzar linhas de dois pontos observados ao mesmo tempo.

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