O que é velocidade de segurança
É a velocidade que permite agir a tempo e de forma eficaz para evitar uma colisão, e parar a uma distância adequada às condições do momento. Ela anda junto com a vigilância: toda embarcação deve ter sempre alguém olhando e escutando, e usar todos os meios disponíveis para entender a situação e o risco de abalroamento, isto é, de colisão.
O RIPEAM não fixa um número em nós: lista os fatores que definem o que é seguro em cada momento.
Para qualquer embarcação, contam:
- o grau de visibilidade;
- a densidade do tráfego, inclusive concentrações de pesqueiros;
- a capacidade de manobra, com atenção à distância que a embarcação precisa para parar e para fazer a curva;
- à noite, as luzes da costa e os reflexos das próprias luzes;
- o vento, o mar, a corrente e a proximidade de perigos;
- o calado, a profundidade da parte submersa do casco, em relação à profundidade da água.
Quem usa radar considera ainda as limitações do equipamento, a escala em uso e a possibilidade de embarcações pequenas não serem detectadas a tempo.
Como reconhecer o risco de abalroamento
Marcação é a direção em que você vê a outra embarcação. O sinal clássico de risco é a marcação constante: se uma embarcação se aproxima e continua na mesma direção, por exemplo sempre à frente e à direita, presuma que há risco de colisão. Na dúvida, considere que o risco existe.
O contrário não vale como garantia. Na aproximação de uma embarcação muito grande, de um reboque ou de uma embarcação muito próxima, o risco pode existir mesmo com a marcação variando. E não se deve tirar conclusão de informação insuficiente, principalmente de informação de radar pouco confiável.
Como deve ser a manobra
A manobra para evitar a colisão deve ser decidida, feita com antecedência e grande o bastante para a outra embarcação perceber, a olho ou no radar. Pequenas alterações sucessivas de rumo ou de velocidade devem ser evitadas.
Com espaço suficiente, só a mudança de rumo pode ser a manobra mais eficaz, desde que feita cedo, seja substancial e não crie nova aproximação excessiva. Se for preciso ganhar tempo, reduz-se a velocidade ou para-se a embarcação. A manobra é acompanhada até a outra embarcação passar e ficar livre.
No curso de Arrais-Amador
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