O RACON: um farol que responde ao radar
RACON vem do inglês radar beacon. É um auxílio à navegação radar ativo, isto é, que emite sinal próprio, geralmente instalado num farol, farolete, boia ou barca-farol (um navio fundeado que funciona como farol). Quando o pulso do radar de bordo o atinge, ele dispara e devolve um sinal próprio, que aparece na tela e identifica o auxílio sem ambiguidade. A maioria responde aos radares das bandas X (3 cm) e S (10 cm).
O sinal surge quando a antena de bordo está apontada para o RACON, em geral como um código Morse que começa na posição do equipamento e se estende em linha reta para a borda da tela.
Como ler marcação e distância
O primeiro traço ou ponto do sinal indica a posição do RACON. Por isso a distância é medida na borda interna desse primeiro elemento, a margem mais próxima. A marcação é medida com o cursor no meio do sinal codificado.
O RACON serve para:
- reforçar o sinal de aterragem, o primeiro ponto visto ao chegar do mar aberto;
- identificar uma entrada de porto ou outro ponto de interesse local;
- materializar um alinhamento no radar, permitindo usá-lo com má visibilidade;
- marcar o vão de navegação de pontes;
- marcar um novo perigo, como um casco afundado, com a letra D em Morse (— • •);
- indicar linha de costa pouco visível no radar e estruturas ao largo, como plataformas.
RAMARK, RTE e refletor radar
O RAMARK transmite sozinho, sem ser disparado pelo radar de bordo, e aparece como uma linha radial que sai do centro da tela na direção do equipamento.
O reforçador de alvo radar (RTE, de radar target enhancer) recebe o pulso, amplifica e devolve como eco reforçado, sem código. Ele aumenta a resposta de boias e também de pequenas embarcações, especialmente as de fibra de vidro e de madeira.
O refletor radar é uma peça que devolve melhor o sinal do radar e torna o barco mais visível na tela dos outros. Uma boia comum detectada a 1,5 milha passa a 3,5 milhas com refletor; um barco de pesca, de 2 para 6 milhas. Embarcações de madeira e fibra devem portar refletor, e a Organização Marítima Internacional (IMO) recomenda o equipamento para todas as embarcações com menos de 100 de arqueação bruta.
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