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Radar e ARPA: do eco ao risco de colisão

O radar mede a distância de um alvo pelo tempo que o sinal leva para ir e voltar como eco. O ARPA acompanha os alvos sozinho e calcula a que distância cada um vai passar do seu barco (CPA) e em quanto tempo (TCPA), dando alarme se for perto demais.

Cena do curso: alvo em rumo de colisão, com vetor relativo, CPA e TCPA.
Cena do curso: alvo em rumo de colisão, com vetor relativo, CPA e TCPA.

O que o radar mostra

O radar de navegação mede a distância de um alvo pelo tempo que um pulso de ondas de rádio leva para ir até ele e voltar como eco, como o eco da voz num paredão. Como determina posição sem depender de equipamento em terra ou no espaço, é um sistema de navegação por si mesmo.

Os radares de navegação operam na banda X, de maior resolução e melhor para alvos pequenos, e na banda S, de maior alcance e menos prejudicada pela chuva. O horizonte do radar é cerca de 10% maior que o horizonte visível, mas exige atenção: o topo de uma montanha distante pode ser confundido com a linha de costa.

O que o ARPA acrescenta

O ARPA é um radar de navegação com um computador que processa a direção (marcação) e a distância de vários alvos e o rumo e a velocidade do próprio navio. O trabalho segue três fases: detecção, aquisição (quando o alvo passa a ser acompanhado) e acompanhamento.

A aquisição pode ser automática, dentro de limites definidos pelo operador, ou manual. Em muitos casos o ARPA acompanha até vinte alvos ao mesmo tempo, tarefa que antes se fazia com lápis de cera na tela ou numa rosa de manobra.

CPA e TCPA

O ARPA calcula o ponto de maior aproximação de cada alvo, o CPA, e o tempo até ele, o TCPA. O operador escolhe uma distância mínima (CPA LIMIT) e um tempo mínimo (TCPA LIMIT). Quando um alvo vai passar mais perto que essa distância, dentro desse tempo, soa o alarme de ameaça (THREAT). Um CPA próximo de zero indica provável colisão.

Com vetores relativos, setas que mostram como o alvo se move em relação ao seu barco, o risco fica visível. Um vetor que aponta sempre para o seu navio indica rumo de colisão: a marcação permanece constante enquanto a distância diminui. A simulação de manobra (TRIAL) mostra como os vetores mudariam com outro rumo ou velocidade antes de você manobrar.

O ARPA não substitui o oficial de quarto nem a vigilância. Radar e ARPA estão no programa da prova; veja os assuntos da prova de Capitão-Amador.

No curso de Capitão-Amador

No curso, a tela do radar é uma cena que reage ao que você muda: o alvo anda, e o vetor relativo, o CPA e o TCPA se atualizam conforme a situação e os ajustes do equipamento que você escolhe. Os navios aparecem também em modelos 3D interativos, com o nome e a explicação de cada parte. Depois, simulados no formato da prova treinam a leitura de CPA, TCPA e vetores.

Conheça o curso de Capitão-Amador.

Perguntas frequentes

Capitão-Amador

O que é CPA no radar?
É o ponto de maior aproximação de um alvo em relação ao seu navio. Um CPA próximo de zero indica provável colisão.
O que é TCPA?
É o tempo que falta para o alvo chegar ao ponto de maior aproximação. O ARPA o exibe junto com o CPA, o rumo e a velocidade do alvo.
Qual a diferença entre radar e ARPA?
O ARPA é um radar com um computador que, a partir da direção e da distância de vários alvos e do rumo e da velocidade do seu navio, calcula o movimento de cada um. Em muitos casos acompanha até vinte alvos ao mesmo tempo.
O ARPA dispensa a vigilância visual?
Não. Radar e ARPA nunca substituem o oficial de quarto, quem está de serviço conduzindo o navio, nem a vigilância visual, indispensável à segurança da navegação.

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