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AIS: como os navios se identificam automaticamente

O AIS é um sistema em que as embarcações transmitem sozinhas, por rádio VHF, o próprio nome, a posição, o rumo e a velocidade. Assim cada uma aparece na tela das outras. Ele ajuda o radar, mas não o substitui, porque só aparece quem tem o aparelho ligado.

Para que serve o AIS

Com tráfego intenso e pouca visibilidade, chamar pelo rádio VHF "o navio pela minha bochecha de boreste", isto é, entre a proa e o lado direito, nem sempre traz resposta de quem se esperava. O AIS, sigla em inglês de Sistema de Identificação Automática, resolveu isso: as embarcações trocam dados entre si e com estações em terra, e cada uma aparece na tela com nome e identidade.

O sistema usa os canais 87 e 88 de VHF e transmite sem intervenção humana. A sincronia e boa parte dos dados vêm do GPS ou de sistema parecido (GNSS). O alcance típico no mar é de 20 a 30 milhas, conforme a altura da antena, e o sinal contorna curvas e ilhas não muito altas.

O que cada embarcação transmite

  • Dados estáticos: nome, indicativo de chamada, bandeira, MMSI (o número de identificação no rádio), número IMO, tipo, comprimento e boca (largura).
  • Dados dinâmicos: posição, rumo e velocidade no fundo, rumo na superfície e situação (navegando, fundeado, sem governo e outras), esta inserida à mão e coerente com as luzes e marcas exibidas.
  • Dados de viagem: calado, carga, portos de origem e destino e hora estimada de chegada.
  • Mensagens de segurança: textos curtos, como o aviso de uma boia fora de posição.

A classe A é obrigatória para navios abrangidos pela convenção internacional de segurança da vida no mar (SOLAS), como os de passageiros e os de carga acima de certos portes. A classe B, mais simples e barata, é destinada às demais embarcações e tem menor prioridade de transmissão.

AIS e radar: complementares

O AIS identifica o alvo pelo nome, dá rumo e velocidade na hora, acompanha centenas de embarcações, não sofre ecos falsos nem mau tempo e muitas vezes continua mostrando um alvo que o radar perdeu.

Mas tem limites sérios. Só aparece quem tem AIS instalado e transmitindo; o equipamento pode ser desligado; depende do GPS e das informações digitadas a bordo, que podem estar erradas. Por isso radar e AIS devem ser usados juntos, sobretudo com tráfego intenso, e a pequena embarcação com AIS classe B deve ter também refletor radar ou um respondedor radar (RTE), aparelhos que tornam o barco mais visível no radar dos outros.

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Perguntas frequentes

Capitão-Amador

Em que canais o AIS transmite?
Nos canais 87 e 88 de VHF, dedicados ao sistema, de forma contínua e sem intervenção humana.
Qual o alcance do AIS?
No mar, costuma ser de 20 a 30 milhas, conforme a altura da antena. Com antena no mastro de grandes navios, pode chegar a 30 a 50 milhas.
Qual a diferença entre AIS classe A e classe B?
A classe A é obrigatória para navios abrangidos pela convenção internacional de segurança da vida no mar (SOLAS), como os de passageiros e os de carga acima de certos portes. A classe B é mais simples e barata, feita para as demais embarcações, como as de recreio, e tem menor prioridade de transmissão.
O AIS substitui o radar?
Não. Os dois devem ser usados juntos. O AIS só mostra quem tem o equipamento ligado e depende do GPS e das informações digitadas a bordo.

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