Para que serve o almanaque
Para obter posição pelos astros, o navegante precisa saber onde cada astro estava no céu no instante exato da observação. É isso que o Almanaque Náutico fornece. Almanaques e tábuas astronômicas são tão indispensáveis à navegação astronômica quanto o sextante, o instrumento que mede a altura do astro acima do horizonte. O almanaque inglês é publicado todo ano desde 1767, e no Brasil a publicação é da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), da Marinha.
O uso do Almanaque Náutico Brasileiro está expressamente no programa da prova de Capitão-Amador.
O que está nas páginas diárias
A posição de um astro no céu é dada por dois números, parecidos com a longitude e a latitude da Terra: o ângulo horário, que diz quanto o astro está a oeste de um meridiano, e a declinação, que diz quanto está ao norte ou ao sul do Equador celeste. As páginas diárias trazem, para cada hora inteira de Greenwich:
- o ângulo horário em Greenwich (AHG) e a declinação do Sol, da Lua e dos quatro planetas usados em navegação;
- o ângulo horário em Greenwich do ponto vernal, um ponto de referência do céu, que, com a ascensão reta versa e a declinação de 57 estrelas, permite calcular a posição de qualquer uma delas.
Com o AHG e a longitude do observador obtém-se o ângulo horário local do astro, um dos elementos do cálculo da posição. A precisão tabular dos dados é de 0,1 minuto de arco.
As páginas trazem também os instantes de nascer e pôr do Sol e da Lua e do começo e fim dos crepúsculos civil e náutico. Esses instantes estão em hora média local e precisam ser convertidos, como explica o guia de hora legal e fusos horários.
Como se entra nas tábuas
Para usar as tábuas, você precisa de dois dados de entrada: a data da observação e a hora inteira de Greenwich imediatamente anterior ao instante observado. Os minutos e segundos que faltam são corrigidos pelas tábuas permanentes das páginas amarelas, no fim do volume.
Para ir além, a altura medida no sextante também passa pelo almanaque. Depois de corrigida do erro do instrumento e da depressão (efeito da altura dos olhos acima da água), obtém-se a altura aparente; com ela, a época do ano e o limbo observado, as tábuas de correção do Sol dão uma correção única que engloba refração, semidiâmetro e paralaxe.
No curso de Capitão-Amador
No curso, o sextante é um modelo 3D interativo, com o nome e a explicação de cada parte, e a navegação astronômica é estudada em cenas que reagem ao que você muda. Simulados no formato da prova treinam o uso do almanaque na passagem meridiana do Sol. Conheça o curso de Capitão-Amador.
